terça-feira, 14 de outubro de 2014

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Marie Maynard Daly (1921-2003), bioquímica, foi a primeira mulher negra a obter um doutorado em química nos Estados Unidos. Dedicou sua vida como investigadora a trabalhar na área da saúde, em particular com os efeitos causados no coração e artérias por fatores como envelhecimento, tabagismo, hipertensão e colesterol. Além de se dedicar a investigação, ensinou bioquímica durante quinze anos no Colégio Albert Einsten da Universidade de Medicina de Yeshiva.

Marie Daly nasceu em Corona, Queens, bairro da cidade de Nova York, no dia 16 de abril de 1921. Seus pais, Iván C. Daly e Helen (Page) a encorajaram a estudar. Seu pai sonhou em ser químico e frequentou a Universidade de Cornell, porém não pode completar sua educação por motivos econômicos e se converteu em um empregado dos correios.  Marie frequentou escolas públicas locais no Queens e se graduou no Hunter College High School, em Manhatthan. Ela atribui seu interesse pela ciência a formação cientifica tanto de seu pai quanto da leitura de libros, como o “caçadores de micróbios” de Pablo DeKruif.

Daly se matriculou em química na Universidade de Queens e se formou em 1942. No ano seguinte recebeu seu M.S da universidade de Nova York e e logo foi para a Universidade de Columbia, onde entrou no programa de doutorado em bioquímica. Em 1948 fez história nessa universidade, convertendo-se na primeira mulher negra a obter um doutorado em química.

                                      

Daly começou a ensinar classes ainda quando estudante da universidade. Começou sua carreira de professora um ano antes de receber o doutorado, quando aceitou um posto na universidade Howard em Washington, DC, como instrutora em ciências físicas. Em 1951, ela retornou para Nova York, primeiro como investigadora convidada e logo como assistente no Instituto Rockefeller. Em 1955 já era associada de bioquímica no Serviço de Investigação da Universidade de Columbia no Hospital Memorial de GoldWater. Ali esteve até 1971 em que passou para professora associada de bioquímica e medicina no Colégio Albert Einsten da Universidade Yeshiva de Nova York.

Daly levou a cabo a maior parte de sua investigação em áreas relacionadas com os aspectos bioquímicos do metabolismo humano (como o corpo processa a energia que necessita) e o papel dos rins nesse processo. Ela também estudou a hipertensão e a aterosclerose. Seu último trabalho foi centrado no estudo do cultivo das células do musculo liso da artéria aorta. 



Durante sua carreira, ocupou vários cargos no ensino, como pesquisadora da Associação Americana do coração (1958-1963) e do Conselho de Investigação Médica de Nova York (1962-1972). Ela também foi membro do conselho de aterosclerose e da Associação Americana para o Avanço da Ciência, membro da Sociedade Americana de Química, membro do conselho de administração da Academia de ciências de Nova York (1974-1976), membro da Sociedade Harvey e da Sociedade Americana de químicos biológicos. Além disso, ela participou da Associação Nacional para o Avanço das Pessoas negras, da Associação Nacional de Empresas de Mulheres e  Negros, e Phi Beta Kappa e Sigma Xi. Em 1988, Daly contribuiu para um fundo de bolsas estabelecido no Queens College para ajudar estudantes afroamericanos interessados ​​em ciência. Daly, que casou com Vincent Clark, em 1961, se aposentou em 1986.


Traduzido do Artículos del Portal Red de Salud de Cuba

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