sábado, 4 de janeiro de 2014

Posted by Mulheres na ciência on 02:42 No comments


Nascida na Escócia em 1780, matemática, astrônoma, geógrafa, escritora e divulgadora das ciências. Seu interesse pelas matemáticas começou ao escutar o tutor de seu irmão, o qual a animou a estudar também álgebra e a leitura dos clássicos.

Mary se casou aos 24 anos com Samuel Greig, capitão da marinha russa; três anos depois ela ficou viúva, com dois filhos e com independência econômica, que ela aproveitou para continuar estudando matemática e os principios de Newton.

Em 1812 se casou com o médico William Somerville, o qual compartilhava com Mary o interesse pelas ciências. Em 1816, mudou-se para Londres, no qual Sommerville foi nomeado Inspetor do Conselho médico da Armada. Ali frequentaram os cientistas e matemáticos mais importantes da época: Mary conheceu Charlles Babbage que estava construindo sua maquina analítica e a Ada Byron, a quem animou a continuar estudando, sendo sua mentora.

Mary traduziu a Mecânica Celeste de Laplace, na qual expôs com detalhes a matemática usada pelo cientista, desconhecida na Inglaterra. Ela escreveu livros sobre astronomia, sobre a superfície irregular de Urano e a possível existência de outro planeta, que levaria a descoberta de Netuno. Também inventou o uso comum das variáveis algébricas (X Y Z).

Mary Somerville foi eleita em 1835 junto a Caroline Herschel, como membro honorário da Sociedade Astronômica Royal, sendo as primeiras mulheres a receber tal distinção.
Em 1838 ela se mudou para Itália, ela continuou escrevendo e recebendo distinções e reconhecimentos por sua obra. Recebeu a Medalha de Ouro da Sociedade Real Astronômica. Foi uma entusiasta partidária da educação das mulheres e do Sufrágio feminino. O colégio Somerville de Oxford foi batizado com seu nome em 1879, um colégio de mulheres.

Mary converteu-se em uma das mais destacadas cientistas de seu tempo. Suas obras “O mecanismo dos céus” (1831) e “Geografia física” (1848) foram seus textos mais bem-sucedidos e usados até o início do século XX em escolas e universidades, por sua divulgação do pensamento cientifico.

Mary Somerville trabalhou de forma incansável até a sua morte em 1872 na Itália, aos 92 anos de idade.

Traduzido do Mujeres que Hacen la Historia
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