sábado, 23 de fevereiro de 2013

Posted by Mulheres na ciência on 10:55 No comments

Física austríaca nascida em Viena e naturalizada sueca, pioneira no estudo da fissão nuclear. Estudou na Universidade de Viena, onde obteve seu doutorado em física (1907).

Trabalhou na Universidade de Berlim com o químico Otto Hahn em pesquisas sobre radioatividade e foi assistente de Max Planck. Tornou-se membro (1913) do Instituto Kaiser Wilhelm em Berlim, hoje Instituto Max Planck, nomeada chefe da seção de física (1917) e co-diretora com Otto Hahn, Prêmio Nobel da Química (1944). Eles trabalharam juntos por 30 anos estudando produtos do núcleo com bombardeio de urânio e também descobriram e nomearam o protactínio.

Pelo fato de ser judia, foi uma das muitas pessoas forçadas ao exílio para escapar da perseguição do Nazismo. Depois da Áustria ter sido anexada pela Alemanha, foi para a Suécia (1938), onde com o sobrinho Otto Frisch, continuou suas linhas de pesquisa. Depois se mudou para a Inglaterra (1960), onde morreu oito anos após, em Cambridge.

Considerada injustiçada pela academia sueca por diversas vozes do mundo científico por não ter partilhado o Nobel com Hahn, sua honraria mais importante foi dividir o Prêmio Enrico Fermi (1966) com Otto Hahn e Fritz Strassmann, pela descoberta da fissão. Também lhe foi concedida a prestigiada medalha de ouro de Max Plank pelas suas investigações. Defendeu o uso da energia nuclear para fins de paz e progresso e recebeu cinco vezes o doutoramento honoris causa.

A descobridora da fissão nuclear, para muitas pessoas a mulher mais importante na ciência do século XX, morreu em Cambridge, England, e foi eternizada através do elemento 109, o mais pesado do universo, nomeado meitnério em sua homenagem pela IUAPAC.

Fonte: DEC da UFCG
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