sábado, 23 de fevereiro de 2013

Posted by Mulheres na ciência on 11:54 No comments



Nascida em Turim no dia 22 de abril de 1909 em uma família judia, foi reconhecida com o Prêmio Nobel de Medicina em 1986 junto com Stanley Cohen por suas pesquisas sobre o crescimento das células neurológicas. 


Levi-Montalcini se formou em Medicina pela Universidade de Turim em 1936, e trabalhou como assistente do histólogo Giuseppe Levi. Quando começou a Segunda Guerra Mundial e devido às ameaças de perseguições antissemitas, ela se mudou para Bruxelas, onde colaborou com o Instituto Neurológico durante um ano. 

Em 1940, após a entrada das tropas de Hitler na Bélgica, retornou à Itália e organizou em sua casa um pequeno laboratório de neuroembriologia experimental. Durante a guerra, viveu clandestinamente em Florença e trabalhou como médica das tropas americanas até, finalizada a guerra, voltar a trabalhar na Universidade de Turim. 

Em 1947, se mudou para os Estados Unidos após o convite do professor Viktor Hamburguer para ir à Washington University de St. Louis, onde foi pesquisadora e professora de Neurobiologia. Entre 1954 e 1960, trabalhou junto com o bioquímico americano Stanley Cohen na identificação do fator de crescimento e, um ano depois, fundou em Roma um Centro de Pesquisa sobre o NGF ("nerve growth fator", fator de crescimento neural). 

Em 1969, tomando como base esse centro, criou o Instituto de Biologia Celular, do qual ocupou a direção, passando a viver entre St. Louis e Roma, até se estabelecer de forma definitiva na capital italiana em 1977. Em 1986, a Academia das Ciências sueca outorgou a ela e a Stanley Cohen o Prêmio Nobel de Medicina, como reconhecimento por suas pesquisas sobre o crescimento das células neurológicas. 

No dia 1º de agosto de 2001, Rita Levi-Montalcini foi nomeada senadora vitalícia pelo então presidente da República italiana, Carlo Azeglio Ciampi. 

Ela faleceu em Roma aos 103 anos de idade. 

Fonte: Terra e Brasil escola.
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