domingo, 24 de fevereiro de 2013

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Nasceu  em 1928 na Filadelfia, Estados Unidos.  Astrônoma estadunidense.

Desde criança mostrou um grande interesse pelo movimento das estrelas que observava em seu telescópio que seu pai, um engenheiro elétrico, construiu . Vera ingressou em 1945 no Vassar College – escola somente para mulheres, fundada em Nova York em 1861 – motivada  pela perseverança e os trabalhos de Maria Mitchell, primeira diretora desta instituição. Terminou seus estudos em astronomia em 1948, e nesse mesmo ano se casou com Robert Rubin, que encorajava seus estudos.

Vera ingressou na Universidade de Cornell, graduando-se em 1951; Apresentou sua tese na Sociedade Americana Astronômica, baseada na idéia de que as galáxias estariam girando ao redor de um centro desconhecido. Depois de sua rejeição na Universidade de Princeton, porque não aceitavam mulheres, com decisão e persistência entrou na Universidade de Georgetown, em Washington D.C., aonde continuou estudando Astronomia e em 1954 realizou a sua tese de doutorado em que mostrou que as galáxias não se distribuíam aleatoriamente no céu, mas que se agrupavam em grandes associações. Nenhuma pessoa se interessou em seu trabalho, nem publicou em revistas cientificas; Porém estas descobertas foram confirmadas  15 anos depois.

Na década de 1950 Vera alternou a docência e investigação com a maternidade, já que teve quatro filhos que, com o tempo seguiriam carreiras cientificas. Em 1963 se uniu ao trabalho do casal Geoffrey e Margaret Burbidge publicando uma investigação em conjunto sobre a existência dos fenômenos explosivos nos núcleos de algumas galáxias.

Passada a segunda metade do século XX, seguiam as discriminações contra as mulheres na ciência: não as deixavam utilizar os telescópios, por isso não podiam desenvolver-se profissionalmente. Em 1964 Vera começou a trabalhar no Departamento de Magnetismo Terrestre da  Instituição Carnegie e se converteu na primeira mulher  que observou o céu utilizando o telescópio do Monte Palomar de forma legal, com seu próprio nome como cientista convidado.

O astrônomo W. Kent Ford desenvolveu o espectrômetro que permitia medir a velocidade das estrelas nas galáxias espirais. Vera  e Kent Ford estudaram regiões pequenas dentro das galáxias e ali observaram a emissão de luz com diferentes partes em suas espirais: estudaram as chamadas “curvas planas de rotação”. Em 1975, na reunião da Sociedade Estadunidense de Astronomia, Vera e Kent anunciaram a toda comunidade cientifica que as galáxias espirais deixavam espaços vazios entre elas e que havia uma menor porção de massa luminosa e o restante , muito maior, não era visível, mas estava em forma de matéria escura, que correspondia a quase 90% do universo, embora não emitisse luz, era detectável pelo efeito gravitacional que produzia.

Apesar das dificuldades, Vera Rubin, brilhante astrônoma, tem contribuído com suas investigações e dedicação ao conhecimento do universo, e tomou um lugar reconhecido no mundo cientifico. Ela tem recebido honras e distinções pelos seus trabalhos: em 1996 a Medalha de ouro concedida pela Sociedade Astronômica Royal (Reino Unido) segunda  mulher a recebê-lo, depois que passaram mais de 160 anos de que fora outorgada a Carolina Herschel (em 1828); Medalha Bruce em Astronomia (Astronomical Society of The Pacific, usa) em 2003. Tem sido merecedora do titulo Doctor Honoris Causa em varias universidades.

Vera é co-autora de 114 artigos de investigação e publicou vários artigos científicos com sua única filha Judith Young, doutora em Física, formando um das poucas parcerias mãe-filha  na Astronomia.  Ela deu numerosas conferencias e entrevistas. É membro da Academia Nacional de Ciências desde 1981 e considera que “é um privilegio ser uma pioneira entre as mulheres fascinadas com as galáxias”.

Vera segue investigando e é muito querida e respeitada.

Traduzido do Mujeres que Hacen la Historia


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